H3N2, uma gripe que já se apresentou no Brasil em 2017!


Vírus da gripe com maior circulação em 2017 é o H3N2, aponta SBI

H3N2 – Influenza A sazonal H3N2. Não provoca pandemias. O número de casos é esperado para a época de sazonalidade, que no Brasil é nos meses de outono e inverno.

Ao contrário de 2016, quando o maior número de registros foi do H1N1, neste ano a maior circulação tem sido do tipo H3N2, aponta a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBI), Isabella Ballalai. De acordo com a médica, a antecipação do calendário é uma medida acertada, já que no ano passado os casos surgiram antes do esperado, o que provocou uma corrida pelas vacinas.

A especialista explica que tanto o H1N1 como o H3N2 são tipos de influenza, portanto não existe um novo vírus em circulação no Brasil. Segundo ela, as variações são igualmente graves. “Não tem mais grave e nem menos grave. Por isso que as vacinas são tri ou quadrivalentes procurando proteger de três ou quatro tipos de influenza que circulam entre nós”, disse.

De acordo com a SBI,  no ano passado o H1N1 foi responsável por 90% dos casos registrados no Brasil, mas este ano ainda está restrito até agora a 2%. A presidente da entidade explica que o H3N2 é um vírus que já causou surtos no país em outros períodos e é o mais prevalente no hemisfério Norte. “Ele não mudou, mas é o que este ano está circulando mais. Não é porque ele esteja novo”.  Ela explica que apesar de a população popularmente buscar a vacina do H1N1, as doses sempre contêm os tipos H1N1, H3N2 e B.

SINAIS E SINTOMAS DA GRIPE

Após um período de incubação que varia de 24 a 96 horas, os sinais e sintomas da gripe costumam surgir de forma tão abrupta, que vários pacientes conseguem dizer exatamente a hora que a doença começou. Febre alta, fraqueza e dor pelo corpo acompanhados de sintomas respiratórios, como tosse, dor de garganta e rinite costumam estar presente logo nas primeiras horas de doença.

No entanto, como qualquer infecção, o quadro clínico da gripe não é necessariamente o mesmo para todos os pacientes. Há casos de gripe sem febre e com sintomas brandos. Há também os pacientes que desenvolvem apenas perda do apetite, fraqueza e tonturas.

Crianças pequenas e pacientes idosos são aqueles que com mais frequência apresentam sintomas atípicos, o que habitualmente cria alguma dificuldade para o médico fazer o diagnóstico.

Pacientes com influenza não complicada geralmente melhoram de forma gradativa ao longo de dois a cinco dias, embora não sejam incomuns os quadros de gripe que duram mais de 7 dias. Alguns pacientes apresentam melhora dos sintomas respiratórios, mas mantêm sintomas de fraqueza ou cansaço ainda por vários dias.

As complicações da gripe costumam surgir após alguns dias de doença. Geralmente, o paciente começa a apresentar sinais de melhora, como redução da febre e diminuição dos sintomas respiratórios e, de repente, volta a piorar, com novos picos de febre e queda do estado geral.

O que vamos explicar a seguir são os 10 sinais e sintomas mais típicos da gripe. Obviamente, os pacientes não precisam ter todos os sintomas que vamos listar; a maioria não tem. Porém, quanto maior for a correspondência entre a lista e os seus sintomas, maior é a probabilidade do seu quadro ser realmente influenza.

1- FEBRE ALTA

A febre é um dos sinais mais comuns da gripe. Ela costuma ser alta, entre 38 ºC e 41 ºC, e tem início súbito. Nas crianças, a febre ocorre em até 95% dos casos, sendo que mais da metade dos pacientes atingem temperaturas acima de 39 ºC. Nos idosos, porém, a febre pode ser mais baixa ou nem sequer estar presente.

Ao contrário da febre provocada pelos diferentes tipos de vírus que causam o resfriado, que costuma durar somente 24 a 48 horas, a febre da infecção pelo influenza quase sempre dura entre 2 e 5 dias.

Suores e calafrios são dois sinais que frequentemente acompanham a febre. Boa parte dos sintomas sistêmicos da gripe, como dor do corpo, dor de cabeça, fraqueza, cansaço e perda do apetite, tornam-se mais intensos nos momentos em que a febre está mais elevada.

Analgésicos comuns com ação antitérmica, como o paracetamol ou a dipirona, são boas opções para controlar a febre.

Complicações associadas à febre

Uma febre alta persistente, que não dá sinais de melhora após 4 ou 5 dias pode sugerir a existência de alguma complicação. Outro comportamento que também pode indicar complicações é a redução da febre por 1 ou 2 dias, sugerindo que o processo está em resolução, seguido de novos picos de febre alta e piora do estado geral do paciente.

2- TOSSE

A tosse é um sintoma que ocorre em cerca de 80% dos pacientes com gripe. Na maioria dos casos, a tosse é seca, mas ela pode ser tornar produtiva (com expectoração) ao longo dos dias.

A tosse nem sempre está presente no início da doença e pode ser um dos últimos sintomas a desaparecer após a resolução do quadro. Muitas vezes, o paciente já não tem mais nenhum outro sintoma, mas mantém uma tosse seca por mais alguns dias.

Não é indicado o uso de medicamentos que interrompem a tosse, pois eles podem agravar o quadro e favorecer a ocorrência de complicações, principalmente se o paciente tiver expectoração. O mais correto é beber bastante água para manter o paciente hidratado e facilitar a diluição das secreções. Mel parece ser eficaz para aliviar a tosse noturna.

Complicações associadas à tosse

Um dos sinais que podem indicar uma complicação em curso é o surgimento de uma tosse com expectoração muito esverdeada ou amarelada associada à dor no peito, falta de ar e febre alta. Nesses casos, faz-se necessário descartar um quadro de pneumonia

3- DOR DE GARGANTA

A inflamação da garganta é outro sintoma comum da gripe e costuma estar presente já no primeiro dia da doença.

A dor de garganta da influenza se caracteriza por uma faringite muito avermelhada, mas sem a presença de pus nas amígdalas, que é um sinal tipico da faringite estreptocócica.

Nem todos os pacientes com gripe desenvolvem faringite, mas naqueles em que isso acontece, a dor de garganta costuma ser intensa, causando dificuldade para engolir alimentos sólidos ou até mesmo deglutir a saliva.

Se não houver contra-indicações, analgésicos comuns ou anti-inflamatórios podem ser usados para aliviar a dor.

4- CORIZA E NARIZ ENTUPIDO

A coriza e o nariz entupidos são sintomas típicos dos resfriados e das rinites alérgicas. Porém, esses sintomas também podem surgir na gripe, principalmente nas crianças, onde estão presentes em até 80% dos casos.

O uso de descongestionantes nasais pode ajudar, mas a sua eficácia não foi comprovada em estudos clínicos. A lavagem das cavidades nasais com soro parece ser mais eficaz e não traz os mesmos riscos de efeitos adversos.

Complicações associadas à rinite

A rinite pode evoluir para sinusite, principalmente nos pacientes com desvio de septo ou outras alterações anatômicas que predisponham a obstrução dos seios paranasais.

Um quadro de sinusite que não apresenta sinais de melhora após 5 a 7 dias ou que deixa de ter secreções líquidas e transparentes e passa a tê-las mais espessas e amareladas, associado a agravamento ou retorno da febre, pode indicar a transformação de uma sinusite viral em sinusite bacteriana.

Assim como a sinusite, quadros de otite média também podem ser uma complicação dos pacientes com gripe e intensa rinite, principalmente nas crianças .

5- ESPIRROS

Assim como a rinite, o espirro é um sintoma típico dos resfriados e da alergia, mas que também pode estar presente na gripe.

Não há nenhuma complicação nem tratamento específico relacionado aos espirros.

6- DOR DE CABEÇA

A dor de cabeça na gripe é um sintoma mais comum nos adultos que nas crianças. Ela costuma ser mais intensa nos pacientes que desenvolvem sinusite ou quando a febre está mais elevada.

A dor pode ser difusa por todo o crânio ou ficar mais localizada em volta dos olhos ou na região da nuca.

Se não houver contra-indicações, analgésicos comuns ou anti-inflamatórios podem ser utilizados para controle da dor. Locais calmos e com pouca iluminação costumam trazer algum alívio.

7- DOR MUSCULAR.

A dor muscular por todo o corpo é um sintoma típico da gripe nos adultos, mas que está presente apenas em uma pequena parte das crianças.

A musculatura da região lombar, dos braços e das pernas costumam ser as mais afetadas. Além da musculatura, as articulações também podem estar doloridas.

A dor muscular é um sintoma típico da gripe. Nos resfriados, ela é incomum, e quando presente, costuma ser fraca.

Mais uma vez, se não houver contra-indicações, analgésicos comuns ou anti-inflamatórios ajudam a aliviar a dor.

8- CANSAÇO E FRAQUEZA

Uma sensação de cansaço e falta de forças também é sintoma típico da gripe em relação aos resfriados. O cansaço ocorre em todas as idades, mas ele é mais perceptível nas crianças, principalmente quando a febre está alta.

O cansaço é um sintoma que surge logo no início do quadro e pode permanecer por vários dias depois da cura. Alguns pacientes relatam uma sensação de falta de forças e ânimo por até 3 semanas.

Complicações associadas ao cansaço

Uma rara complicação da gripe é a miocardite, que é a inflamação do músculo cardíaco. Uma paciente que após alguns dias de cura da gripe volta a apresentar um quadro progressivo de cansaço intenso, falta de ar e inchaço nas pernas, deve ser avaliado quanto a parte cardíaca.

9- PERDA DO APETITE

A perda do apetite é muito comum nas primeiras 48 horas de doença, principalmente durante a fase em que a febre está mais alta.

Não é preciso ficar desesperado achando que o paciente precisa comer a todo custo. Nos primeiros dois dias, o mais importante é manter o paciente hidratado. A fome costuma voltar progressivamente.

A melhor tática para o paciente que não está se alimentando bem é oferecer comida nos momentos que a febre esteja mais baixa.

10- VÔMITOS E DIARREIA (MAIS COMUM NOS BEBÊS)

Vômitos, diarreia e dor de abdominal são sintomas de gastroenterites de origem viral, mas que raramente ocorrem na gripe dos adultos.

Entretanto, cerca de 10% das crianças com menos de 13 anos costumam ter sintomas gastrointestinais provocados pela gripe. Vômitos costumam ser mais comuns que a diarreia.

Complicações associadas aos vômitos e à diarreia

A desidratação é a principal complicação que pode surgir nas crianças que apresentam vômitos e/ou diarreia. O soro caseiro ou os soros de reidratação oral são as formas mais indicadas de tratar e prevenir esses quadros.

Fontes: http://agenciabrasil.ebc.com.br/

http://onacional.com.br

www.mdsaude.com


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